Justificativa
O crescimento das cidades brasileiras caracterizou-se pela configuração
de duas cidades: a cidade legal, onde se encontram os parcelamentos
legalizados, e a cidade ilegal, onde estão inseridas as moradias
das famílias de mais baixa renda.
A regularidade ou irregularidade de uma unidade habitacional basicamente
são definidas pelas regras locais, tendo em vista que ao Município
compete ordenar o parcelamento, uso e ocupação do solo
para fins urbanos; consequentemente a chamada regularização
deve ser trabalhada na grande maioria em torno da competência
municipal.
Os conjuntos habitacionais para população de baixa renda
estão incluídos nessa regularização, porque
não são legalizados quanto a posse dos imóveis,
mesmo quando existe algum titulo concedido pelo Poder Público,
se caracterizando de forma precária, devido à falta do
registro no Cartório de Registro de Imóveis.
A intervenção urbanística tem que levar em conta
os elementos que compõem o direito à moradia que, tem
em seu conceito a habitabilidade, acessibilidade, segurança na
posse, adequação cultural dos projetos, disponibilidade
de serviços básicos e infra-estrutura .
Portanto, regularizar um empreendimento é passar pelo aspecto
urbanístico, jurídico e fundiário, com a percepção
da população de ganhos reais com este processo, como por
exemplo o acesso a crédito em instituições financeiras.
Este curso volta-se à atuação nas situações
de loteamentos e conjuntos habitacionais irregulares - por motivos de
ordem técnica, jurídica ou urbanística. A regularização
destes empreendimentos é uma necessidade emergencial para a grande
maioria dos municípios brasileiros.
Sua metodologia de atuação demanda: plano de ação,
capacitação profissional e realização de
obras complementares.
Conteúdo Programático
A produção do Espaço Urbano
- A reprodução físico-espacial das cidades;
- A formação da estrutura urbana de vias, quadras e lotes;
- A legislação urbanística vigente;
- Os mecanismos de aprovação de projetos de parcelamento;
- As cidades formal e informal;
- O mapa das irregularidades;
- Quando a questão fundiária é o problema;
- Quando a questão ambiental é o problema;
- Quando a reserva de áreas públicas é o problema;
- Os loteamentos irregulares e clandestinos;
- A formação das favelas;
- Os conjuntos habitacionais;
- O Ministério Público e os TACs para regularização
de loteamentos e empreendimentos habitacionais;
- A premência na regularização diante da questão
social;
- Quais os focos de atuação do processo deregularização;
- Como agir.
Ferramentas Técnicas para o Desenho Urbano
- O projeto urbanístico;
- As áreas públicas e privadas;
- As áreas de preservação permanente e de proteção
ambiental;
- Os mecanismos de análise de condicionantes de projeto;
- O projeto geométrico;
- O sistema viário através de plantas e perfís
longitudinais e transversais;
- O projeto de terraplenagem;
- Os projetos de geotecnia e de infra-estrutura;
- Os instrumentos de representação gráfica;
- A precisão e os ganhos de qualidade e tempo;
- A costumização do Autocad para desenho urbano;
- As LISPs e rotinas para o projeto horizontal;
- As LISPs e rotinas para o projeto vertical;
- O projeto paisagístico e de recuperação ambiental.
A Regularização sob a Ótica da Viabilidade
Legal
- Parcelamento do solo e sua influência no desenvolvimento urbano.
- A influência positiva e negativa das leis de parcelamento do
solo na ocupação espacial do município;
- Regularização urbanística, jurídica e
fundiária- aspectos práticos e operacionais;
- Regularização como instrumento de cidadania;
- Lei Federal de Parcelamento do Solo (6.766/79 e 9.785/99) e a proposta
de alteração em discussão no Congresso Nacional
(PL 3057);
- As restrições ao parcelamento do solo de outras normas
(Código Florestal, Resolução CONAMA 369, Resoluções
CONAMA 302 e 303);
- A Medida Provisória 459 (Programa Minha Casa Minha Vida)
- A Legislação Estadual de Proteção aos
Manancias e a Lei Específica da Sub-bacia da Guarapiranga, e
normas supra-municipais que interferem na regularização
de conjuntos habitacionais (acessibilidade deficiente físico
e proteção contra incêndios);
- Usucapião individual e coletivo urbano;
- A concessão de direito real de uso e a concessão de
uso especial para fins de moradia;
- O licenciamento ambiental (normas e resoluções dos órgãos
ambientais estaduais) e a lei de crimes ambientais;
- O programa Cidade Legal e os atuais esforços para a regularização
fundiária e de empreendimentos;
- Os Planos Locais de Habitação de Interesse Social.
O Processo de Regularização
- O arrolamento e classificação das áreas-objeto
de regularização;
- O relatório preliminar da análise caso a caso;
- O levantamento topográfico de cada empreendimento;
- O diagnóstico analítico e o estabelecimento da estratégia
de atuação;
- Os caso de desmembramento, unificação ou retificação
de matrícula;
- As aprovações junto aos órgãos municipais;
- As aprovações junto aos ógãos estaduais;
- Quando utilizar as possibilidades oferecidas pelas ZEIS;
- As formas de aprovação via projeto integrado;
- Quando parcelar ou aprovar um condomínio;
- A montagem do projeto de regularização.
Metodologia
O curso conterá apresentações expositivas
e sessões de discussão e debate visando sanar dúvidas
e permitir o diálogo entre participantes à luz dos temas.
Docentes
Letícia Ribeiro Guglielmi
Arquiteta, advinda da FAU Santa Ursula do Rio de Janeiro, com passagem
pela Architectural Association de Londres e FAU Belas Artes de São
Paulo , há mais de 20 anos dedicada a projetos de habitação
de interesse social.
Atua em projetos urbanísticos para esferas de governo estadual
e municipal, com destaque para a elaboração de uma centena
de projetos habitacionais para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional
e Urbanístico do Estado de São Paulo (CDHU), nos Programas
Guarapiranga e Lote Legal em São Paulo e no Programas Favela-Bairro,
Bairrinho e Grandes Favelas no Rio de Janeiro.
É pioneira e dedica-se à costumização e
à racionalização de projetos urbanísticos
via computação gráfica tendo participado do desenvolvimento
de rotinização e de programas de otimização
produtiva.
Maria Luiza dos Santos Mota
Economista, com especialização em planejamento urbano,gestão
social e planejamento estratégico.
Ocupou os seguintes cargos de gerência: programas habitacionais
do ex-BNH; programas habitacionais com agentes e entidades do governo
da CEF; programa de desenvolvimento de comunidades da CEF; contratos
e seguros e superintendência comercial da COHAB-SP. Atuou como
consultora da FINATEC/UNB no desenvolvimento do projeto para elaboração
de agenda estratégica para implantação de modelo
de operação das áreas de meio ambiente e urbanismo
do Ministério Público do Estado de São Paulo.
Pelo Instituto CIDADE, participou da formulação dos Planos
Diretores de Pindamonhangaba, Franco da Rocha, Ourinhos, no Estado de
São Paulo, e Cocal do Sul e Orleans, em Santa Catarina.
Pascoal Mário Costa Guglielmi
Arquiteto, urbanista e planejador, formado em 1976 pela FAU
Mackenzie, com especialização em Políticas Habitacionais
pela Architectural Association de Londres e mestrado em Administração
Pública e Planejamento Urbano pela Getúlio Vargas; com
15 anos de atividades docentes em Planejamento Urbano nas universidades
Mackenzie, Belas Artes, São Judas e Cruzeiro do Sul.
Trabalhou de 1980 a 1984 no Banco Nacional daHabitação
e, como responsável pela TECTON e membro do Instituto CIDADE,
desenvolve projetos habitacionais e urbanísticos para esferas
de governo estadual e municipais, principalmente em São Paulo
e Rio de Janeiro, com destaque para suas participações
nas Bienais de Veneza de 2002 e de São Paulo de 2003.
Atua em projetos habitacionais e urbanísticos para esferas de
governo estadual e municipal, com destaque para a elaboração
de diversos projetos na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e
Urbanístico do Estado de São Paulo - CDHU, no Programa
Guarapiranga em São Paulo e no Programa Favela-Bairro no Rio
de Janeiro.
Credenciado pelo Ministério das Cidades, tem realizado atividades
de planejamento urbano para diversas prefeituras, tendo coordenado a
elaboração dos Planos Diretores da SubPrefeitura do Butantã,
Franco da Rocha, Ourinhos, Cocal do Sul e Orleans. Atualmente coordena
a elaboração dos Planos Habitacionais de Pindamonhangaba,
Limeira e Mogi Mirim.
Participou de diversos programas de regularização fundiária
e de empreendimentos habitacionais para a Prefeitura do Rio de Janeiro,
para RESOLO da Prefeitura de São Paulo e para a CDHU. Hoje é
consultor para regularização de empreendimentos junto
à CDHU através da empresa Núcleo.
Data
17 e 18 de setembro de 2010
Sexta-feira e sábado, das 9h às 18h
Carga Horária
16 horas
Local
YCON - Formação
Continuada
Rua Fidalga, 27 - Vila Madalena
São Paulo - SP
Investimento
R$ 790 à vista
ou 2 x de R$ 405
ou 3 x de R$ 277
ou 4 x de R$ 213
ou 5 x de R$ 174
Descontos
Especiais
10% de desconto: Profissionais em grupo de duas
pessoas.
20% de desconto: Estudantes de Graduação e Professores.
Os descontos acima não são cumulativos e aplicam-se
tanto ao preço à vista como às parcelas.
Consulte desconto para grupos de três ou mais pessoas.
Incluso
no valor da inscrição
1) Material didático completo;
2) Serviço de coffee-breaks;
3) Emissão de certificados.
Formas
de Pagamento
1) Depósito Bancário;
2) Cartão de Crédito VISA, Mastercard ou Diners;
3) Cartão de Débito RedeShop, Visa Electron ou MasterCard
Maestro;
4)
Boleto Bancário*;
5 ) Cheque.
*A YCON emite boleto(s) bancário(s) somente para empresa, nas
seguintes hipóteses: a) Para pagamento à vista de uma
ou mais inscrições. b) Para pagamento a prazo de duas
ou mais inscrições.
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Informações
Ycon Formação Continuada
Rua Fidalga, 27 - Vila Madalena - São Paulo - SP
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